Qual a origem dos problemas de memória e como evitá-los?

É possível evitar alguns problemas de memória, dependendo da sua origem. Confira aqui quais as causas comuns para problemas de memória e como revertê-las!

Da Redação


Esquecer um nome, algum item da lista de compras ou deixar um documento em casa na hora de sair são episódios pelos quais todos nós passamos, pelo menos uma vez na vida – e isso é totalmente normal. Indivíduos saudáveis podem vivenciar a perda ou distorção da memória em qualquer idade e a tendência natural é que estas situações se tornem mais recorrentes à medida que se envelhece. Nada fora do esperado e nada com que se preocupar.

Porém, a partir do momento em que o esquecimento começa a se tornar muito frequentes e a comprometer a rotina e, consequentemente, a qualidade de vida, é hora de buscar auxílio profissional. Esquecer reuniões ou prazos de entrega no trabalho, não lembrar de pagar contas ou buscar os filhos na escola e deixar o forno aceso, por exemplo, são falhas de memória que podem ter consequências graves na vida profissional e familiar, além de correr o risco de comprometer a saúde física. 

Estas situações de esquecimentos patológicos podem ter raízes diversas, entre elas questões rotineiras como dificuldades para dormir e estresse. Ou surgir, também, como reflexo de questões como falta de vitaminas, problemas hormonais, depressão e até doenças neurológicas.

Entendendo os esquecimentos

Para analisar, mapear e dimensionar o impacto das falhas na memória, o auxílio profissional pode ser decisivo. Quem ainda não faz psicoterapia, pode, por exemplo, consultar o psicólogo do plano de saúde para traçar um panorama sobre as reais implicações e possíveis razões dos esquecimentos.

Compreender os episódios de memória comprometida é essencial para possibilitar a busca pela solução mais adequada. A terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, é a abordagem psicoterapêutica mais indicada para tratar incômodos da memória porque ajuda o paciente a ter maior controle sobre as suas funções comportamentais e, portanto, diminuir estresse e ansiedade.

Quando o comprometimento da memória for relacionado mais a questões do corpo do que da mente, o ideal é conversar com um médico neurologista. Nesse caso, reposição hormonal e medicamentos geralmente conseguem controlar o problema.

Mas o ideal mesmo é tomar atitudes que ajudem a prevenir o comprometimento da memória. Atitudes simples podem ajudar muito nessa tarefa. Veja!

Dicas para manter os problemas de memória longe

É possível melhorar a memória adotando algumas práticas no dia a dia, de forma a melhorar também a qualidade de vida. Ao realizar as tarefas, são muitas as interferências que o ambiente traz, mas estas podem contribuir para aumentar o desempenho da sua concentração.

Embora cada indivíduo receba muitas informações no decorrer do dia e seja comum não lembrar de tudo, não é comum se esquecer das mais relevantes. O primeiro passo é identificar a causa do problema que leva ao esquecimento. Assim, adotar o melhor método de tratamento, é, na maioria das vezes, indicado por um profissional.

Veja aqui alguns métodos que são eficazes, não prejudiciais, e que contribuem com a memória saudável!

  1. Durma bem

Boas horas de sono evitam situações de desatenção que, por sua vez, afetam a memória. Além disso, é durante o sono que o cérebro fixa as memórias do dia anterior. Se você não tiver um sono regular e de qualidade, parte destas memórias não são fixadas.

  1. Movimente-se

A prática regular de atividade física aeróbica contribui na manutenção de uma boa memória através da melhora do funcionamento do cérebro e do auxílio na saúde do sistema cardiovascular, que também é importante para um cérebro saudável.

  1. Mantenha a mente ativa

Não permaneça na zona de conforto correndo o risco de atrofiar o cérebro. Desafie-o constantemente. Atividades cognitivas e sociais ajudam na função da memória, principalmente se associada ao prazer. Por isso, leia, assista a um filme, medite, relacione-se e aprenda algo novo.

  1. Coma bem

A falta de vitamina B12 altera o funcionamento cerebral, prejudicando a memória e o raciocínio. Por isso, busque ingerir equilibradamente carnes, ovos, peixes, leite e queijos. Estudos mostram, também, que a dieta mediterrânea (baseada no alto consumo de frutas, legumes, peixe, azeite e cereais) atua na proteção contra a perda de memória.

  1. Cuide do coração

As doenças cardiovasculares estão associadas a lesões cerebrais que podem afetar o desempenho da memória. Cigarro e sedentarismo aumentam a incidência de problemas cardíacos.

  1. Fique zen

O estresse e a ansiedade provocam desatenção e, com isso, fica difícil o cérebro memorizar as coisas. Medite, faça terapia ou opte por medicamentos para reduzir a tensão.

Então, ao identificar os problemas que podem estar afetando a sua memória, é possível rever os esquecimentos. Mas, em casos mais graves de perda de memória, consulte um profissional especializado. Com Andreia Silveira, editora de conteúdo no site PlanoDeSaude.net.

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